nº 424, publicada a 03 de Novembro de 2014

A maior ameaça virá do lado do Marquês, quando sobre as águas velejarem barcos desgovernados e sem capitão, vaguearão pelas ruas ao sabor das vagas que muitos deixaram debaixo de si.

Não haverá memória de tão grande catástrofe que o próprio homem criou, com ela serão arrastados os sinais de riqueza e pouco governará sobre a cidade.

Dias e noites serão perdidos na procura de entes queridos e daqueles que jamais regressarão, fosteis avisados talvez demasiadas vezes, mas mais persistentes num saborear de poder e pobreza de humildade que junto de vós trará a vossa própria desgraça.

Serão muitas as almas que inundarão os confins de um lugar negro e lamacento de onde poucos serão resgatados.

É o vosso Mundo que contra vós se insurgirá num tormento deslumbrado de desgraça.

RECEBIDA: CL

29 de Abril de 2013