Mensagem da Mãe 

nº 93, publicada a 28 de Maio de 2020

Queridos filhos,

Não há um dia que passe que em meus braços o teu coração envolva.

Porque no meu coração eu carrego todos os vossos sentimentos, as vossas dores e todas as vossas angústias. O vosso coração em minhas mãos envolvo para que sintais que não estais sós. Mostrando… há tanto tempo que deixastes de me sentir. Sentir o meu toque, o meu alívio, a minha presença e o meu suave manto de protecção.

Tornaste-vos autistas, incompreensíveis e receosos da vossa própria sombra, gestos e actos. Não ouvis nem vedes mais ninguém pois tudo o resto ofusca o que quereis e conseguis apenas ouvir.

Alerto-vos que este rumo vos levará à perdição. Este rumo nada de bom ou misericordioso trará para vós a não ser a misericórdia que dareis uns aos outros.

São os tempos que mais nenhum sentimento sentireis senão aquele que dais e demonstrais aos outros, pois mais nenhum que tenhamos para convosco será ouvido, sentido, quanto mais compreendido.

Mas nunca desistirei. Ao vosso lado estarei aguardando que volteis o vosso coração novamente para mim. Pois só ele tem ouvidos, tem olhos, tem sentidos que mais nenhuma parte do vosso corpo comporta. E há tanto tempo que deixaste de viver e reger pelos sentidos do coração voltando-vos apenas para os sentidos do corpo, que nada vos dão, nada levais, nada permanece no tempo a não ser a marca na vossa alma.

Urjo-vos que pareis e repenseis estes últimos tempos que viveis pois não mais voltarão a ser.

Amo-vos meus filhos e em mim repousam os vossos corações mesmo quando a vossa entrega não é sincera. Assim percebeis que eu vos amos de igual forma sem distinção.

E de outra forma não poderia ser, pois por cada um faria tudo se isso significaria que para mim voltarias os vossos olhares e devotaríeis o vosso coração. Não faço distinção pois todos são merecedores de um amor incondicional e infindável que não desiste de ninguém mesmo que este perdido à muito tempo esteja. Por esses o meu amor e a minha dor é equiparávelmente igual à distância que estão.

Por isso é justo e igual para todos.

AMO-VOS!

RECEBIDA: Íris Gonçalves

Dume, Braga, 01 de Maio de 2020