O homem corre atrás da vida, pensando que quanto mais rápido corre o destino, afrouxe num subtil movimento de maré que vai e volta.
O homem procura o sentido da beleza do destino, bela no infortúnio, que o faz pensar, melhorar ou simplesmente estagnar, beleza de destino real, cheio de vida que corre não ao seu sabor, mas ao sabor daquele que o destinou, encarcerou e soltou.
O homem procura, não vive. Corre incessantemente e morre distraído com a vida que não viveu, que se lhe destinou e que o tempo perdeu.
RECEBIDA: CL
17 de Janeiro de 2018
